Linha Vital


Terça-feira , 04 de Novembro de 2008


Palavras que ficam quando a vida se esvai

Getúlio Vargas, Kurt Cobain, Heinrich von Kleist e Vinícius Gageiro Marques. Essas foram algumas das pessoas de casos famosos de suicídio e têm em comum mais um fator: deixaram uma carta antes de cometerem suicídio.

As estatísticas dizem que cerca de 20% dos suicidas fazem o mesmo. Segundo uma tese de doutorado da professora da Universidade de Utah Dra. Lenora Olson, as causas que levariam alguém a escrever uma nota antes morrer seriam: aliviar ou aumentar a dor dos que ficaram (isentando-os ou atribuindo-lhes culpa), esclarecer a razão do suicídio, deixar instruções do que fazer com o que restou e atrair piedade ou chamar atenção.

Há ainda aqueles que nada escrevem, que seriam analfabetos ou não habituados com a linguagem escrita, pessoas que não teriam a quem escrever ou o que deixar, com dificuldade de se expressar, que não planejaram o suicídio com muita antecedência, ou na esperança de que a morte seja interpretada como homicídio na tentativa de manter uma boa imagem ou o seguro de vida.

Além disso, esses dados apresentados demonstram uma questão contraditória a ser levantada: deixar uma nota antes de tirar a própria vida demonstra, no mínimo, um desejo de que um pedaço de si permaneça no mundo. Seja para confortar parentes, culpá-los ou dar explicações, a essência da pessoa estampada, os sentimentos traduzidos em tinta estarão eternizados. Mostra que poderiam ser ajudados, se ouvidos. São pessoas que não valorizam a vida, mas o fazem suficientemente para deixarem satisfações, saindo da vida para entrar na “memória”.

Por Juliana Dutra

Escrito por carryon às 22h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Segunda-feira , 03 de Novembro de 2008


Suicídio: coragem ou covardia?

    Ian Curtis, Assis Valente, Amy Winehouse(opa, essa ainda não foi) são algumas celebridades suicidas (ou quase ,contando com a Amy). Isso no mundo da música apenas, porque fora dele há muitos outros exemplos. Só pra citar: Santos Dumont, Vincent Van Gogh, Getúlio Vargas, Adolf Hitler, Eva Braun, Judas Iscariotes! Isso mesmo, nem a bíblia escapou das pessoas que acharam melhor "queimar que apagar aos poucos"(como diria Neil Young mais tarde reproduzido por Kurt Cobain em sua, pasmem! Nota de suicídio).

    Vendo tanta gente famosa e adorada(com a exceção de Judas, Hitler e Eva Braun talvez), é possível acreditar na frase pessimista de Neil Young. Será que Ernest Hemingway( um dos escritores estadunidenses da chamada "Geração Perdida") achou gostosa a sensação de uma bala de espingarda atravessando sua cabeça? "Ah mas ele nem sentiu" alguém dirá. Ledo engano. O tempo de sobrevida de qualquer ser humano é de aproximadamente oito segundos depois de um golpe fatal( ou seja, o suficiente para um decapitado contemplar seu corpo sem cabeça e dar um sorrisinho).

    E a pouco lembrada( e só conhecida por fãs mais ardorosos do rock) Wendy Orleans Willians, vocalista dos Plasmaticts? Será que ela achou melhor se queimar fatalmente com uma arma que apagar aos poucos?Não dá pra saber se eles gostariam de continuar vivendo, mas é óbvio que ninguém gosta de passar por cenas de dor tão intensa e aflição. Tudo bem, oito segundos não é muita coisa, passa rápido. É aí que está! Pimenta nos olhos dos outros é refresco. No caso, bala na cabeça dos outros é refresco. Ninguém que não tenha se suicidado imagina o terror que esse ato carrega consigo.

    Ainda acredito no Gonzaguinha quando ele diz que "ninguém quer a morte, só saúde e sorte". Se Kurt Cobain tivesse saúde (não fosse viciado em heroína) e sorte ( não fosse casado com uma viciada em heroína) será que teria pensado em se matar? Se Santos Dumont tivesse saúde (que estava muito debilitada em seus últimos dias) e sorte ( de não ver sua criação mais aclamada ser transformada em máquina de guerra) ele teria dado cabo à própria vida? Coragem de ter abortado tudo e covardia de terem atentado contra seus indefesos corpos. Coragem de parar tudo quando já eram conhecidos e covardia de não darem uma chance a eles mesmos e aos outros.

Frances Bean merecia a oportunidade de conhecer o pai e o sobrinho do Santos Dumont adoraria saber que podia sair de casa tranquilo e quando voltasse estaria com o tio respirando. Limpo, prático e inteligente. Não sujaria o chão, não magoaria as pessoas que ficam e não sairia do curso natural da vida. O suicídio não glamouriza ninguém. Mancha o glamour de quem é famoso e borra pra sempre a imagem dos ilustres desconhecidos. É mais covardia que coragem, e aliás, é mais covardia que qualquer coisa.

Por Vinícius França  

Escrito por carryon às 20h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O processo de valorização

Hoje em dia qualquer discussão banal pode levar uma vida ao seu fim, seja por homicídio ou suicídio.

O contexto pessoal influencia tais ações. Caso não haja objetivos ou perspectiva de futuro, haverá desvalorização da vida. Realização profissional, conquistas e boa convivência com família e amigos, no entanto, tornam uma vida preciosa novamente.

Os próprios conflitos internos podem abrir espaço para novos conceitos. Eles precisam de uma "válvula de escape", um jeito de serem expressos - em forma de poesia, esporte, escrita ou outros tipos de arte. Não adianta recorrer ao escapismo - uso de drogas e bebidas ou, em casos extremos, a desistência da própria vida.

A escola é um importante agente desse processo. Na área de biológicas, o indivíduo passa a conhecer mais sobre si e aquilo que o cerca, adquirindo senso de convivência para com os demais. As ciências exatas fortalecem o raciocínio lógico, dotando o receptor de uma ferramenta para solução dos problemas que possa enfrentar no decorrer da vida. Através da produção de textos e interatividade com as diferentes formas de pensar, as matérias de humanas permitem que a pessoa "desabafe" e utilize seus ideais de forma ética. Ao final do processo, as disciplinas especiais - esportes, música, artes, entre outras - promovem a circulação de todos esses aprendizados, ou seja, o canal por onde se comunicar.

Por Rafael dos Santos

Escrito por carryon às 01h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Domingo , 02 de Novembro de 2008


Uma outra visão

Complicado escrever sobre algo que uma vez passou em minha cabeça, perder uma pessoa que foi de grande significado talvez não seria um bom motivo, mas terminaria com o sofrimento, que pouco importa para o outro. Vejo muitos julgarem aqueles que se suicidam e até mesmo os que pensam no suicídio. È tão fácil dizer que é uma atitude covarde e sem nexo, não estou concordando com o ato, simplesmente não consigo pensar como sendo um ato de fragilidade.

 

Certo ou errado? Certo do ponto de vista da pessoa que comete tal ato, erradíssimo para a sociedade que tanto “valoriza a vida”.  Não acredito no certo ou errado, acredito sim na liberdade de escolha, no livre-arbítrio. Condenar o suicídio é a forma mais fácil, pensar até que ponto foi importante e necessário, ninguém quer saber o motivo. 

 

Será mesmo que porque estamos andando e falando, realmente estamos vivos? Pensamos na morte do corpo, no entanto alguém acredita na morte da mente e da alma? Tem tantas pessoas que morreram por dentro, mas continuam “vivas”, e elas não são julgadas. Prefiro colocar minha forma de pensar de maneira simplista e ingênua. Dados e pesquisas sobre o assunto são importantes para entender melhor, só que a partir do momento que a questão está relacionada ao sentimento de cada indivíduo, a racionalidade não tem tanto fundamento assim.

 

 

Por: Shayane Servilha

 

P.S: Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida”.

Millôr Fernandes

 

Escrito por carryon às 13h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Sexta-feira , 31 de Outubro de 2008


O Suicídio e a Mídia

O suicídio é um tema explorado pela mídia, pois chama a atenção de muitas pessoas de diversos grupos sociais, econômicos e etários. Um episódio marcante para a mídia em relação a suicídios aconteceu, porém, de uma forma totalmente inesperada.

Em 1974, a repórter Christine Chubbuck começou seu programa normalmente e, após anunciar algumas notícias, pegou uma arma que tinha levado ao programa e atirou em si mesma, em frente às câmeras.

No entanto, o episódio não parou a exploração do suicídio pela mídia. Em 2002, o diretor Michael Moore explorou o tema com seu filme "Tiros em Columbine", inspirado no massacre que ocorreu no Instituto Columbine, escola dos Estados Unidos. Dois jovens levaram armas e bombas e mataram vários alunos e professores antes de cometerem o suicídio. Este massacre também inspirou o filme "Elefante" de Gus Van Sant.

Não foi só o cinema que teve o suicídio como um tema importante em suas histórias. Séries de TV, desde "Buffy, A Caça-Vampiros" em 1999 até "Gossip Girl" neste ano, abordaram o suicídio de diversas maneiras, mas nunca de forma aprofundada, passando uma mensagem que pudesse ajudar o telespectador, e sim de forma exploradora.

Infelizmente, esta exploração continuará, através de tragédias como a de Chubbuck e a do Instituto Columbine. E fica cada vez mais difícil de saber o que é pior: as tragédias ou as explorações da mídia.

Por Clara Hamasaki

Escrito por carryon às 16h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Quinta-feira , 30 de Outubro de 2008


Segundo estudo, ouvir heavy metal pode levar ao suicídio

O professor russo Fyodor Kondratyev, citando dados da American National Education Association, fez um estudo sobre o heavy metal e concluiu que 6 mil americanos cometem suicídio por ano devido à influência da música.

Sob a supervisão de Kondratyev, 700 músicas do gênero foram analisadas pelo Centro de Pesquisa Serbsky para Psiquiatria Social e Forense e concluiu-se que 50% das letras falam sobre homicídio, 35% sobre satanismo e 7% têm o suicídio como tema.

“Jovens ouvem heavy metal em busca de vingança contra a sociedade e para encontrar outros jovens que pensem da mesma maneira”, afirmou Kondratyev ao jornal Rossiyskaya Gazeta.

O outro lado

Em contrapartida, um estudo realizado pela BBC em setembro mostra que os fãs da “música pesada” têm o mesmo perfil que os de música clássica. Criatividade, introversão e satisfação pessoal são as características apontadas na matéria.

Existem vários tipos de heavy metal, muitos deles não mencionam religião em suas letras, nem sequer morte, suicídio ou violência. Porém, há aqueles que têm como princípio o ateísmo ou o satanismo. O estilo musical se originou na década de 1970 como um movimento de contracultura, por isso os cabelos longos e roupas rasgadas.

Por Lucas Thomaz de Agrela

Escrito por carryon às 22h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Quarta-feira , 29 de Outubro de 2008


Japão: A terra do suícidio [1]

Nesta primeira parte da matéria sobre os índices e causas do suicídio no Japão, trataremos das pesquisas realizadas em território nipônico, mostrando a realidade vivida por um dos paises mais desenvolvidos de todo o mundo.

 

No ano de 2005, uma pesquisa realizada pelo governo japonês, confirmou que pelo oitavo ano consecutivo o Japão era considerado o pais com a maior taxa de suicídios do mundo. São cerca de 30 mil mortes por ano, a maioria relacionada a problemas econômicos, escolares ou tentativas de suicídio coletivo (temas que serão tratados mais tarde nesse blog). A ultima pesquisa, realizada em 2007, afirma que o Japão ainda ocupava o primeiro lugar em números de suicídios, com um aumento de 856 mortes, em relação ao ano de 2006.

 

O governo Japonês afirmou que lutaria contra os altos níveis de suicídio ocorridos na sociedade, garantindo diminuir cerca de 20% deles ate 2016. É interessante comentar que ate o final do século XIX o suicídio era uma pratica comum ente os japoneses e que sua religião (diferente da católica) não condena o suicídio.

 

Por Lucas Vinicius Biffi

Escrito por carryon às 23h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico